Pesquisas em andamento

Transtorno de Compulsão Alimentar no Rio
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Liderado pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ipub/UFRJ), o estudo pretende determinar a prevalência e os fatores correlatos ao Transtorno de Compulsão Alimentar no município do Rio de Janeiro.

Para alcançar esse objetivo, serão avaliadas as condições de saúde de 2.500 pessoas entre 18 e 60 anos, residentes na cidade. Os resultados obtidos poderão facilitar a elaboração de estratégias e políticas de saúde, a partir da identificação da população que vivencia o transtorno.

A Science ficou encarregada de desenhar a amostra de pesquisa, desenvolver o sistema de questionário eletrônico em dispositivo móvel de coleta, atualizar os endereços dos setores censitários selecionados, além das demais etapas até a montagem do banco de dados da pesquisa. Também participamos do treinamento e cuidamos do gerenciamento da equipe de coleta.

A coordenação geral do projeto está sob responsabilidade do professor doutor José Carlos Borges Appolinário, do Ipub/UFRJ, que tem em sua equipe as professoras doutoras Rosely Sichieri, do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/Uerj); Glória Valéria da Veiga, do Instituto de Nutrição Josué de Castro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (INJC/UFRJ); Silvia Freitas, do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (Gota/Iede-RJ); e Maria Angélica Nunes, do Grupo de Estudos e Assistência em Transtornos Alimentares da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Geata/UFRGS).

Após 2001
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Autoteste para HIV como forma de aumentar a demanda de prevenção combinada no projeto ImPrEP: ensaio randomizado
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Conduzido no Brasil, México e Peru, o projeto Implementation of Pre Exposition Prophylaxis (ImPrEP) funcionará como etapa preparatória para estabelecer serviços integrados de Profilaxia Pré-exposição (PrEP) nos três países, abordando aspectos estratégicos para a sua implantação.

Desenvolvido pela Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), vinculada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o projeto conta com financiamento da Unitaid, iniciativa global para combater doenças graves em países de média e baixa renda, com ênfase em tuberculose, malária e HIV/Aids.

O objetivo do ImPrEP é contribuir para a redução da incidência do HIV entre homens que se relacionam sexualmente com homens (HSHs) e mulheres transgênero (TGWs), por meio da inserção da Profilaxia Pré-exposição (PrEP) como um componente de serviços abrangentes de prevenção ao vírus.

O projeto será implantado em 38 cidades, e o medicamento será fornecido para 7.500 HSHs e TGWs. A expectativa é contribuir para o aumento da utilização da PrEP entre HSHs e TGWs de alto risco nos três países participantes do projeto. A estratégia central para alcançar o resultado pretendido é adotar uma implementação multicêntrica, composta pelas seguintes intervenções: teste de HIV e verificação de elegibilidade para PrEP; inscrição e entrega de medicamentos de PrEP; e aconselhamento e acompanhamento de uso efetivo.

A população de estudo é composta pelos participantes do ImPrEP que, por adesão voluntária, aceitaram integrar o ensaio clínico e pelos respectivos pares que eles tiverem encaminhado, denominados “recrutados”.

Os participantes serão distribuídos aleatoriamente em blocos de dez indivíduos entre os grupos de intervenção e de controle. Os participantes do grupo de intervenção receberão cinco cupons de atendimento prioritário com cinco autotestes para HIV enquanto os do grupo de controle terão apenas cinco cupons de atendimento prioritário. Os recrutados que comparecerem ao serviço de saúde serão testados para HIV e, se elegíveis, serão incluídos no ImPrEP.

A hipótese investigada é que o autoteste aumenta o número de recrutados que chegam ao serviço de saúde. O tamanho da amostra será determinado em uma análise intermediária, a ser realizada quando cada cidade tiver obtido 70 participantes. O número máximo de participantes é de 876 HSHs e TGWs (438 no grupo de intervenção e 438 no grupo de controle), incluídos no estudo ImPrEP e que tiverem feito a Profilaxia Pré-exposição por pelo menos 6 meses.

A Science desenvolveu todos os sistemas computacionais para realização do estudo: randomização dos participantes; preenchimento dos questionários dos participantes e recrutados; controle de liberação dos autotestes; produção de relatórios semanais de acompanhamento; e gerou os arquivos para processamento e análise. O cálculo do tamanho final dos grupos do ensaio e a análise dos resultados também estão a cargo da Science.

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Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (Elsi-Brasil)
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Elsi-Brasil é uma pesquisa longitudinal, de base domiciliar, conduzida em amostra nacional representativa da população com 50 anos ou mais.

Nesse tipo de estudo, um grupo de pessoas que compartilham uma mesma característica é acompanhado ao longo de um período de tempo predefinido. No caso do Elsi, o objetivo é examinar os fatores sociais e biológicos que determinam o envelhecimento e suas consequências para os indivíduos e a sociedade.

O projeto é coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – unidade Minas Gerais e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A primeira onda da pesquisa foi realizada em 2015 e 2016, com financiamento do Ministério da Saúde e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação. Contou com a participação de 9.412 pessoas de 70 municípios situados nas cinco regiões brasileiras.

Para realizar a segunda rodada do Elsi, a Science foi contratada, por inexigibilidade, pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), vinculada à UFMG. Nesta etapa, os pesquisadores devem encontrar e entrevistar todos os 9.412 participantes da primeira rodada. Precisam ainda complementar a amostra com novos adultos residentes nos domicílios dos entrevistados – ou em outros domicílios dentro dos mesmos setores censitários –, para assegurar um total de entrevistados igual ou maior que o da primeira rodada.

A coleta de dados do Elsi foi iniciada em 30 de julho de 2019 e ainda está em curso. Os resultados vão gerar informações estratégicas, com potencial de subsidiar políticas para a promoção do envelhecimento ativo e para a melhoria da atenção à saúde de pessoas em idades mais avançadas. Por adotar metodologia semelhante à de outros estudos longitudinais ao redor do mundo, o estudo também vai possibilitar comparações internacionais.

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Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani)
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O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani) é uma pesquisa científica domiciliar, realizada em nível nacional, para avaliar crianças menores de cinco anos quanto às práticas de aleitamento materno e de consumo alimentar, além do seu estado nutricional e possíveis deficiências de micronutrientes.

A Science foi coproponente do projeto que venceu a concorrência para realização do estudo, que é financiado pelo Ministério da Saúde por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Serão visitados domicílios de famílias em todas as regiões do Brasil, incluindo as zonas rural e urbana, com o objetivo de alcançar 15 mil entrevistas. A coordenação geral do projeto está a cargo do professor doutor Gilberto Kac, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O planejamento do estudo foi iniciado em 2018 e teve a contribuição da Science, em especial nos pontos relativos à operação para coleta de dados. Além do desenho da amostra, a Science desenvolveu o sistema eletrônico para preenchimento e registro dos questionários em dispositivos móveis de coleta, recrutou toda a equipe de pesquisa e realizou teste-piloto.

A etapa de coleta de dados começou em fevereiro de 2019 e se estenderá até o início de 2020, a fim de captar a sazonalidade do consumo alimentar. Sob responsabilidade da Science estão as atividades de montagem, treinamento e gerenciamento da equipe de campo; gestão da nuvem para a qual são transmitidos os questionários preenchidos; elaboração de relatórios de acompanhamento da coleta; processamento dos dados gravados na nuvem para geração de arquivos intermediários que permitam realizar a avaliação antropométrica; e acompanhamento dos exames de sangue das crianças, que fazem parte da devolutiva às famílias entrevistadas.

Ao fim da coleta, os especialistas da Science farão eventuais correções e calcularão os pesos amostrais, calibrando-os caso seja necessário. As informações estruturais do plano de amostragem serão, então, incorporadas ao banco de dados a ser entregue à coordenação da pesquisa.

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Soroprevalência de zika, dengue e chikungunya no município do Rio de Janeiro (Projeto ZDC)

O Projeto ZDC foi uma pesquisa domiciliar realizada no município do Rio de Janeiro pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp), com gestão financeira da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), ambas vinculadas à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os entrevistadores visitaram os domicílios acompanhados de profissionais de saúde, que faziam testes rápidos de detecção dos vírus por punção digital e, a depender dos resultados, coletavam sangue para ser analisado no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos).

Conduzido entre janeiro de 2018 e fevereiro de 2019, o Projeto ZDC foi coordenado pelo professor doutor André Reynaldo Santos Perissé. A Science foi responsável por selecionar a amostra de setores e domicílios; desenvolver o sistema eletrônico de questionário em dispositivo móvel de coleta; montar, participar do treinamento e coordenar a equipe de coleta de dados; gerenciar a nuvem para a qual eram transmitidos os questionários preenchidos; produzir relatórios de acompanhamento da coleta; processar os dados da nuvem (crítica e imputação probabilística); expandir a amostra; e gerar o banco de dados da pesquisa.

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